Trabalho, trabalho, trabalho…
É… começou aquele período insuportável do ano que vai do reveillon até o Natal…
Trabalho, trabalho e trabalho…
Na banda não é diferente com relação a responsabilidades, qualidade, planejamento… a diferença está na paixão e no tesão inexplicáveis que motivam o cotidiano de quem participa de um projeto como esse.
Esses dias ouvi uma declaração já meio antiga, e polêmica como de costume, do vocalista do Black Crowes, Chris Robinson, fazendo uma analogia entre fazer música por gosto próprio ou para um público determinado e se masturbar no banho ou fazer alguém chegar ao orgasmo. Ok, ok. Analogia um tanto quanto escandalosa, mas apropriada. Fiquei pensando sobre o assunto e isso tem muito a ver com o trabalho final da banda.
Assim, voltei pra questão de planejamento focando muito, muito mesmo, o meio termo que nos dê prazer, respeitando nossas influências, nosso ID, mas que na mesma medida dê prazer ao público e faça-o chegar ao orgasmo. Percebi, com triteza, que muitas bandas saem de suas origens, de suas influências, buscando um trabalho puramente comercial para um público específico e classificado em subcategorias do rock n roll. Por que será que as grandes bandas do mundo, as preferidas pela maioria e que lideram listas surgiram ou ficaram nos anos 70, 80 e 90?
Não é simples.