Fontes…

Aos leitores sugiro que ouçam bem atentamente duas músicas que me fazem perder o rumo: Sometimes I feel like I’m screaming e Estranged.

A primeira do Deep Purple e a segunda do Guns n’ Roses. As duas composições têm em comum temas de guitarra simples e objetivos que se repetem entre estrofes e servem de base para os solos.

Música alimenta a alma, e essas duas podem ser consumidas numa refeição só que não causarão nenhum mal.

Ouço essas duas bandas diariamente e quando chego nessas músicas, geralmente repito.

Abso’fuckin’lutelly amazing.

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Comparações…

Todos nós ouvimos de todos os lados comparações do nosso trabalho com trabalhos anteriores de sucesso.
 
Isso contrasta negativamente com o slogan “o novo formato do rock”? Acho que não.
 
As comparações mais comuns são da voz do Leandro, por motivos óbvios: a maioria terá com a primeira identificação o vocal.

As principais comparações foram com Legião Urbana, Capital Inicial, Biquini Cavadão e Catedral, mesmo que sejamos diferentes variações de rock n roll.

Então quando as pessoas querem dizer Legião Urbana, querem dizer Renato Russo e assim sucessivamente. Por não saber o nome do vocal nos outros casos, acabam dizendo o nome da banda como se fosse a mesma coisa.
 
Separando as duas coisas, nosso slogan volta ter originalidade. É do vocal que as pessoas se referem. E pra mim isso é MUITO bom.

A voz do Leandro não lembra esses vocais que citamos. Pra mim a voz tem outra característica: ela remete aos anos 80 e 90. E não é só a voz, as letras também.
 
Quando o público ouve MP13, agrada o fato de poder ouvir uma outra banda, junto com as excelentes Legião, Capital, Biquini etc., porém com novidades.

Quando alguém disser “nossa! parece Legião”, a melhor resposta que encontro é:
 
“Obrigado! Queremos mesmo resgatar o bom rock ‘n roll brasileiro de antigamente… acho que estamos conseguindo resgatá-lo e celebrar os bons momentos que tenho certeza que todas as pessoas têm ao ouvir o que gostam. Afinal, música é isso: algo que todos nós gostamos”.

Baldin

Trabalho, trabalho, trabalho…

É… começou aquele período insuportável do ano que vai do reveillon até o Natal…

Trabalho, trabalho e trabalho…

Na banda não é diferente com relação a responsabilidades, qualidade, planejamento… a diferença está na paixão e no tesão inexplicáveis que motivam o cotidiano de quem participa de um projeto como esse.

Esses dias ouvi uma declaração já meio antiga, e polêmica como de costume, do vocalista do Black Crowes, Chris Robinson, fazendo uma analogia entre fazer música por gosto próprio ou para um público determinado e se masturbar no banho ou fazer alguém chegar ao orgasmo. Ok, ok. Analogia um tanto quanto escandalosa, mas apropriada. Fiquei pensando sobre o assunto e isso tem muito a ver com o trabalho final da banda.

Assim, voltei pra questão de planejamento focando muito, muito mesmo, o meio termo que nos dê prazer, respeitando nossas influências, nosso ID, mas que na mesma medida dê prazer ao público e faça-o chegar ao orgasmo. Percebi, com triteza, que muitas bandas saem de suas origens, de suas influências, buscando um trabalho puramente comercial para um público específico e classificado em subcategorias do rock n roll. Por que será que as grandes bandas do mundo, as preferidas pela maioria e que lideram listas surgiram ou ficaram nos anos 70, 80 e 90?

Não é simples.

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Feliz 2009!

Amigos da MP13,

Desejo a todos um 2009 repleto de sucessos e bons momentos!

Cuidem do roteiro, da atuação, da fotografia, do figurino e dos efeitos especiais… a trilha sonora é por nossa conta.

Até breve!

Baldin

Ego

No ensaio de segunda-feira, último do ano, terminamos Ego. Ou aparentemente terminamos. Deixou de ser uma baladinha sem tempero pra ser uma música bem trabalhada com nítidas influências (ou referências?) do trabalho do U2.

O mais curioso foi ver, lá pelas onze e meia da noite, uma criança acompanhando o ensaio do lado de fora, olhando atentamente pelo vidro. Percebi a presença do garoto quando entrávamos no refrão “eu quero o dia das crianças / pra fazer alguém sorrir / quero o dia pra mudar o mundo / pelo menos uma vez”. Aquela hora, numa segunda-feira, normalmente aquele garoto deveria estar em casa. Quando acabou o ensaio, vi que o garoto estava acompanhado pelo pai, que estava trêbado comprando mais algumas cervejas no estúdio e falando algumas bobagens inofensivas etc.. Uma pena.

Hoje, um outro garoto me ligou:

Eu: - Alô
garotinho: - Quem fala?

- Baldin.

- Da MP13???

- Isso!

- Legal!!! Vi você na televisão! Vocês são muito legais!

- err.. obrigado!

- Queria ouvir de novo as músicas de vocês…

- Você tem acesso à internet?

- Meu primo usa…

- Então anota aí…

- Pera um pouquinho… … pode falar…

- W w w… ponto… M P treze… ponto… com… ponto br.

- Tá. Vou ouvir! Feliz Natal pra vocês!!!

- (rs) Pra você também. Abração!

- Tchau.

_______

E repito… quero o dia das crianças pra fazer alguém sorrir… e retribuir a sinceridade dessas duas figuras que se amarraram na MP13…

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Bienvenues!!!

Bem… quem chegou até aqui, o motivo evidente é saber um pouco mais sobre a MP13 e passar a nos acompanhar nessa estradinha de terra e esburacada rumo a ninguém-sabe-aonde-vamos-chegar.

Nada melhor, portanto, do que começar com um resumo de 2008.

Esse ano teve como ponto mais importante, como os dois anteriores, a busca pela formação ideal. Embora apenas eu e o Rodrigão sejamos os únicos da banda lá de 2000 e os que permaneceram na MP13 desde 2006, quando retornei, não podemos de maneira nenhuma pensar nos que sairam como protagonistas de uma história que não deu certo. Pelo contrário. Especialmente dois casos estiveram conosco no “recomeço”, quando tínhamos que fazer tudo do zero, e sairam da banda neste ano. Nosso amigo Reinaldo ocupou o posto da guitarra base de 2006 até fevereiro deste ano e o baterista Anderson David saiu em meados de outubro. Essas duas mudanças foram sem dúvida as que mais “balançaram” a estrutura, mas que felizmente trouxeram uma renovação que remete ao trabalho atual. Vale ainda citar a passagem do vocalista Alexandre Ramal, ficou pouco tempo, mas bastante divertido pelos dois meses de ensaios.

Essas mudanças trouxeram pra banda um velho amigo de colégio, de banda, de futebol, de viagens… Em fevereiro, cobrindo a guitarra base e assumindo de vez os vocais da banda, o Leandro Mendes veio pra mudar o rumo das coisas. Resgatamos e refizemos músicas que tocávamos no colégio em 97/98 (!) e estabelecemos uma nova orientação musical, praticamente voltada pra ele. Com isso, passei a escrever letras já imaginando como ele cantaria e trouxemos pro repertório suas composições Coração Negro, Sob Pressão (com um refrão novo) e o carro chefe da MP13, Senhores da Guerra.

Em novembro, veio pro time o Fernando. O baterista entrou na banda, mas mais parecia que já pertencia há muito tempo. Em pouco tempo já trazia nas pontas das baquetas dez composições da MP13. E ao que parece, fechando o quarteto em perfeita harmonia definitivamente.

Durante o ano, fizemos algumas apresentações em bares e festivais, o que contribuiu muito pra introsar o pessoal, tanto da banda quanto os amigos que fizeram de tudo pra acompanhar a banda. E a coisa mais cabeluda que fizeram por nós foi dormir no carro em Arujá e esperar nossa participação de apenas quatro músicas no SP Music Festival às 4h30 da manhã! E aqui registro meu agradecimento.

Outro feito de 2008 pra MP13 foi a gravação de seis músicas no Studio GR, de onde não tenho idéia de como saímos vivos devido ao tempo que ficamos por lá e toda a tensão que passamos pra parada ficar do jeito que queríamos. Ok, ok. Onde estão as seis músicas? Cinco estão no site e uma definitivamente não ficou como queríamos :p .

Trabalhamos muito pra definição da marca, o que remete diretamente às reuniões onde todos discutiam conceitos, desenhos, gráficos, identidades… uma completa viagem criativa. E quando digo TODOS, digo a MP13 e as esposas, às quais definitivamente faltou orientação dos pais e acabaram seguindo uns malucos com um sonho mais maluco ainda. E mais um agradecimento se registra, pois o que as meninas fizeram não foi exposição, fama, dinheiro ou qualquer outra coisa a não ser a vontade de ver a MP13 crescer e crescer e crescer.

Fechando o ano, o convite da Rede TV para que participássemos do programa Hit TVê foi sem dúvida a maior vitrine e o maior retorno que tivemos no site. Esse chacoalhão nos motivou a gravar o clip de Senhores da Guerra, uma pequena produção 100% caseira que ficou acima da nossa expectativa de qualidade.

E é com essa música que fecho esse post e daqui pra frente, só novidade!

Senhores da Guerra